O que é embedded insurance no Brasil.
Embedded insurance é o seguro na jornada de compra. Veja como funciona no Brasil, o que a Susep e o CDC exigem, e como a G1 estrutura um programa.
Quero um programaO seguro na mesma jornada da compra
Embedded insurance (seguro embarcado) é a oferta de uma cobertura no mesmo fluxo em que a pessoa compra um bem ou contrata um serviço — checkout de celular, emissão de cartão, crédito, passagem ou assinatura. Seguro de afinidade é o programa vendido a um grupo com vínculo prévio (associação, clube, base de cartão, cooperativa). No Brasil, os dois exigem consentimento inequívoco (CDC), regras de canais alternativos da Susep (Circular 667/22) e a Lei 15.040/2024. A G1 Brokers estrutura produto, jornada, opt-in, white label e operação com o grupo Porto.
O ponto central não é simplesmente colocar um botão em uma loja. É oferecer proteção pertinente à decisão que o cliente já está tomando, com todas as informações essenciais disponíveis antes do aceite. Uma pessoa que compra um celular pode avaliar uma cobertura para aquele aparelho no checkout; quem emite um cartão pode optar por uma proteção associada ao uso do cartão. A oferta precisa fazer sentido para o produto e permanecer separada da compra principal. Se a pessoa não quiser o seguro, sua compra ou contratação original deve seguir normalmente.
Esse modelo conecta três participantes. A empresa parceira conhece a jornada e a base. A corretora desenha uma proposta de proteção, orienta a distribuição e acompanha o cliente. A seguradora autorizada assume os riscos previstos na apólice e emite o contrato. Cada papel deve aparecer claramente para a pessoa que contrata. Uma experiência discreta não significa uma contratação escondida: significa menos etapas desnecessárias, sem retirar a liberdade de escolha.
Embedded, garantia estendida e prestamista não são sinônimos
Embedded insurance descreve o modo de oferta: o seguro está integrado à jornada de outro produto ou serviço. Não define, por si só, uma cobertura específica. Garantia estendida é um produto que pode ampliar a proteção de um bem após a garantia original, conforme as condições contratadas; pode ser oferecida no checkout, mas nem toda oferta embarcada é garantia estendida. Seguro prestamista, por sua vez, está ligado a uma obrigação financeira, com condições próprias e riscos definidos em apólice.
O que importa para o consumidor é saber exatamente qual risco está coberto, quando a cobertura começa, quanto custa, em quais situações há exclusões e como acionar o atendimento. Não basta um nome simples no botão. Um programa responsável apresenta um resumo útil antes da decisão e deixa o documento contratual acessível. Também informa quem será a seguradora e quem é a corretora, sem sugerir que a plataforma parceira emite a apólice.
Onde a proteção pode entrar
No e-commerce, uma cobertura para celular pode ser apresentada ao lado do item no carrinho ou durante o checkout. Em uma conta digital, um produto de proteção pode aparecer em uma etapa pertinente do aplicativo, com escolha explícita. Em cartões, a oferta pode acompanhar a emissão ou um benefício informado na fatura, sempre com consentimento. Em viagens, o seguro pode ser exibido quando a passagem é reservada. No crédito, a proteção pertinente ao contrato deve ser explicada separadamente.
O canal determina requisitos operacionais: exibir a informação em telas menores, registrar o aceite, integrar dados necessários com segurança, entregar documentação e oferecer suporte após a venda. Algumas jornadas funcionam melhor com link; outras pedem API e marca do parceiro. A arquitetura não deve ditar o produto antes que a necessidade do cliente e as responsabilidades regulatórias sejam compreendidas.
Consentimento, regras e dados
O consentimento precisa ser uma escolha livre e informada. Coberturas, exclusões, preço, seguradora, vigência e cancelamento devem ser apresentados em linguagem compreensível antes da decisão. A Circular Susep 667/22 trata da atuação em canais alternativos; a Lei 15.040/2024 disciplina os contratos de seguro; o Código de Defesa do Consumidor impede venda casada; e a LGPD exige cuidado com dados pessoais. O desenho concreto depende de análise jurídica e do produto. A G1 atua como corretora na estruturação da jornada, não como seguradora emissora da apólice.
Uma opção pré-selecionada não substitui consentimento. O cliente precisa entender o valor adicional e confirmar sua decisão sem pressão ou condicionamento da compra principal. Para lidar com dados, o programa deve definir finalidades, acesso, armazenamento e responsabilidades entre os participantes. A análise de conformidade é feita para cada canal; usar um modelo de tela idêntico para todo parceiro não resolve diferenças entre aplicativo, checkout, associação e atendimento assistido.
Quem faz o quê
A G1 Brokers é corretora de seguros, não seguradora. A apólice e a assunção do risco cabem a uma seguradora autorizada, como as empresas parceiras do grupo Porto, conforme o produto. O parceiro mantém sua relação com a base e o canal. A corretora conecta essas partes: estuda a jornada, estrutura a proposta, organiza a experiência de contratação e acompanha questões comerciais e operacionais.
O programa não deve ser confundido com uma promessa de receita ou conversão. Resultados dependem do público, produto, adequação da oferta, preço, distribuição e consentimento. Um piloto bem desenhado mede adesões válidas, cancelamentos, dúvidas recorrentes e satisfação do cliente, sem atribuir números a casos não documentados. A responsabilidade de cada participante precisa estar clara em contrato e também na comunicação com o consumidor.
Como a G1 implementa
A equipe começa mapeando a base, o ponto de decisão e os riscos relevantes. Depois seleciona uma hipótese de cobertura, define quem contrata, como a opção será exibida e de que forma o consumidor poderá recusar. O parceiro valida textos, preço, fluxo e integração. É possível começar com link e avançar para uma API ou experiência white label conforme o canal. A emissão pertence à seguradora parceira; a G1 acompanha implementação, atendimento, acompanhamento da operação e melhorias da jornada.
O primeiro passo é um briefing: qual base a empresa atende, qual bem ou serviço oferece e em que momento o consumidor poderia querer proteção. A resposta inicial é um desenho de uma página com hipótese de produto, ponto de inserção, cuidados de consentimento e próximos passos. O prazo de retorno do briefing é de até 24h úteis; a implantação do programa varia conforme integração, produto e validações. Isso evita prometer implantação instantânea quando o desenho exige estudo e alinhamento.
Perguntas frequentes
Como começar um programa de embedded insurance?
Envie o briefing com o tipo de base e o ponto de inserção desejado. A G1 devolve um desenho inicial em até 24h úteis.
O cliente é obrigado a contratar?
Não. A contratação exige escolha livre, informação clara sobre coberturas e preço e possibilidade de recusa. Não usamos opção pré-marcada.
Quem emite a apólice?
Uma seguradora autorizada emite a apólice. A G1 Brokers é a corretora que desenha e acompanha o programa com o parceiro.
Vamos desenhar o seu programa?
Conte como funciona sua base e sua jornada. A G1 responde ao briefing em até 24h úteis.
Quero o desenho do programa